sábado, 19 de abril de 2014

Em 'Chiquititas', Manuela do Monte ganha carinho das crianças



O trabalho que envolve uma protagonista não assusta Manuela do Monte, a sensível Carol, de Chiquititas, do SBT. Afinal, sua estreia no vídeo também foi em um papel de destaque, na minissérie A Casa das Sete Mulheres, de 2003 – que culminou com sua escalação para o posto de mocinha da temporada de Malhação exibida no mesmo ano.
"Gosto de chegar com o texto decorado e gravo quantas cenas tiver de gravar. Me coloco à disposição da produção sempre. Não sei fazer diferente, deixar pela metade e desrespeitar quem trabalha comigo. Em uma novela, a relação nos bastidores se faz no dia a dia", ressalta.
E por conta dos índices satisfatórios de Chiquititas na audiência – em torno dos 10 pontos –, Manuela terá muito tempo para consolidar ainda mais sua boa relação com a equipe técnica e as crianças que compõem o elenco da trama. No mínimo, 445 capítulos.
"Na tevê, tudo depende do ibope. Eu fiquei muito feliz de saber que a trama está agradando. Não me sinto cansada e muito menos desanimada em ficar mais tempo no ar como a Carol. É um privilégio fazer parte do projeto", justifica.
Com pouco mais de 10 anos na televisão, Manuela agora vive um novo momento na carreira. Além de voltar ao posto principal – depois de acumular papéis de menor repercussão em tramas globais como Paraíso e Escrito nas Estrelas –, a atriz agora se surpreende com o novo público que vem conquistando desde julho do ano passado, quando estreou o "remake". Nas ruas, ela se diverte com a atenção dos pequenos e se comove com o assédio dos pais.
"Existe muita oferta de programas voltados para crianças e pré-adolescentes na tevê paga. Mas, na tevê aberta, havia uma lacuna, fechada com Carrossel e agora com Chiquititas. O carinho é imenso. Algo que nunca tive na minha trajetória. E olha que a repercussão de Malhação foi bem grande também", conta.
Por sorte, Manuela sempre foi muito ligada às crianças.
"Tenho seis afilhados e muita vontade de ser mãe. Não dá para assumir um papel desses sem gostar de estar ao lado de crianças", destaca, entre risos.


Para que Chiquititas não caia no marasmo comum de produções que ficam no ar por muito tempo, sensíveis alterações foram feitas pela autora Íris Abravanel e sua equipe. Manuela não teve de buscar novas inspirações para sua personagem, mas garante que, tanto a história de amor envolvendo Carol e Junior, de Guilherme Boury, quanto as situações vividas ao lado da criançada, ganham novas diretrizes.
"A personagem vem amadurecendo junto comigo. Novas cenas vão chegando e sinto que a Carol segue em uma linha crescente. Encaro cada sequência de forma muito intuitiva. Depois que a gente já sabe o tom do papel, fica muito mais fácil", entrega.
Natural da pacata Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul, Manuela enxerga no trabalho em Chiquititas muito além do amadurecimento artístico – foi uma drástica mudança de vida. Morando no Rio de Janeiro desde que estreou na Globo, a atriz experimenta, aos 29 anos, o frenético ritmo de vida de São Paulo.
"Era impossível morar no Rio e gravar em São Paulo. São cidades com vibrações diferentes. O Rio é muito solar e São Paulo tem essa coisa mais 'concreta'. Fiz novas amizades, conheci lugares. A adaptação foi lenta, mas já me sinto muito bem", jura a atriz, que, por conta da intensidade do trabalho em Chiquititas, descarta projetos paralelos no momento. "Estou bem focada e feliz com essa oportunidade. A Carol já me consome bastante", afirma.
Sorte de principiante
A estreia de Manuela do Monte na tevê é um bom exemplo de que algo de bom pode acontecer quando se está na hora e no lugar certos. Diretor de A Casa das Sete Mulheres, Jayme Monjardim procurava por atrizes gaúchas e deparou-se com uma foto promocional de Manuela no filme Manhã Transfigurada, sua primeira experiência audiovisual. Sem saber o paradeiro da atriz, Monjardim ficou surpreso ao ver que Manuela tinha sido testada para a minissérie e aguardava uma posição da produção.
"Me ligaram contado essa história e eu fiquei perplexa. Era tudo muito novo para mim. Foi difícil me manter centrada", conta.
A boa repercussão da minissérie e do desempenho de Manuela fizeram com quem ela passeasse por diversos núcleos dentro da Globo. Mas, vez ou outra, se reencontrava com Monjardim, como aconteceu em novelas como Páginas da Vida e A Vida da Gente.
"É claro que tive momentos de muito nervosismo. E, nessa hora, um diretor de atores faz toda a diferença. Aprendi muito com o Monjardim em estúdio", relembra.




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